{"id":881,"date":"2017-12-10T11:34:14","date_gmt":"2017-12-10T11:34:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.destinazores.com\/?page_id=881"},"modified":"2025-04-23T15:07:43","modified_gmt":"2025-04-23T15:07:43","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.destinazores.com\/pt-pt\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Embora desconhecendo-se a data precisa da descoberta do arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, os re\u00adlatos hist\u00f3ricos apontam Santa Maria e S\u00e3o Miguel como as primeiras ilhas a serem reco\u00adnhecidas, por volta do ano de 1427, pelo nave\u00adgador portugu\u00eas Diogo de Silves, que ter\u00e1 feito um primeiro reconhecimento do seu litoral.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"accordions-2648\" class=\"accordions-2648 accordions\" data-accordions={&quot;lazyLoad&quot;:false,&quot;id&quot;:&quot;2648&quot;,&quot;event&quot;:&quot;click&quot;,&quot;collapsible&quot;:&quot;true&quot;,&quot;heightStyle&quot;:&quot;content&quot;,&quot;animateStyle&quot;:&quot;swing&quot;,&quot;animateDelay&quot;:1000,&quot;navigation&quot;:true,&quot;active&quot;:999,&quot;expandedOther&quot;:&quot;no&quot;}>\r\n                    <div class=\"items\" >\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"0\"  header_id=\"header-0\" id=\"header-0\" style=\"\" class=\"accordions-head head0 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Santa Maria\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-0\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-0\" class=\"accordions-head-title\">Santa Maria<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content0 \">\r\n                    <h5>A 15 de agosto de 1432, dia da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, Gon\u00e7alo Velho Cabral, com a d\u00fazia de tripulantes que consigo trazia na min\u00fascula caravela com que atraves\u00adsara as \u00e1guas do oceano, chega e desembarca na ilha a que daria o nome de Santa Maria, em homenagem \u00e0 Virgem Santa.&nbsp;<\/h5>\n<h5>O povoamento da ilha, a primeira dos A\u00e7ores a ser povoada, deu-se no ano de 1439, fixando\u00ad-se os primeiros povoadores na Praia dos Lobos, ao longo da Ribeira do Capit\u00e3o. Mais tarde e com o intuito de dar novo impulso ao povoa\u00admento da ilha, Jo\u00e3o Soares de Albergaria, so\u00adbrinho do primeiro capit\u00e3o-donat\u00e1rio de Santa Maria, Gon\u00e7alo Velho, e seu herdeiro, traz para ela algumas fam\u00edlias do continente, sobretudo do Algarve, registando-se assim um grande de\u00adsenvolvimento da ilha, o que leva \u00e0 concess\u00e3o do primeiro foral de vila nos A\u00e7ores, ficando a respectiva localidade conhecida como Vila do Porto, ainda hoje o mais importante e principal centro urbano da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Foi em Santa Maria que Cristov\u00e3o Colombo fez escala, no regresso da sua primeira viagem \u00e0 Am\u00e9rica, em 1493, desembarcando perto do lugar dos Anjos a fim de cumprir uma promessa feita em alto mar, a de ouvir missa numa igreja de devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, na primeira terra que a encontrasse. Ap\u00f3s o desembarque, tendo sido tomado por pirata, foi feito prisioneiro \u00e0s ordens do Governador da ilha, s\u00f3 sendo liber\u00adtado ap\u00f3s esclarecer as verdadeiras raz\u00f5es da sua escala.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"1\"  header_id=\"header-1520429386960\" id=\"header-1520429386960\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520429386960 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"S\u00e3o Miguel\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520429386960\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520429386960\" class=\"accordions-head-title\">S\u00e3o Miguel<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520429386960 \">\r\n                    <h5>Quanto ao povoamento de S\u00e3o Miguel os re\u00adlatos apontam o seu in\u00edcio para o ano de 1444, por Gon\u00e7alo Velho Cabral, desembarcando os seus povoadores no lugar da Povoa\u00e7\u00e3o, oriun\u00addos sobretudo da Estremadura, Alto Alentejo, Algarve e mesmo alguns estrangeiros, nomea\u00addamente franceses, espalhando-se depois, com o correr dos anos, ao longo de toda a zona cos\u00adteira da ilha e fixando-se nos locais de melhor acessibilidade e que melhores condi\u00e7\u00f5es e fa\u00adcilidades de vida ofereciam, essencialmente no que se referia ao aproveitamento do solo.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A fertilidade deste, aliada \u00e0 priveligiada posi\u00ad\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das ilhas no meio do Atl\u00e2ntico, rapidamente contribuiram para uma forte ex\u00adpans\u00e3o econ\u00f3mica de S\u00e3o Miguel atrav\u00e9s, da produ\u00e7\u00e3o do trigo que se exportava para abas\u00adtecimento das guarni\u00e7\u00f5es portuguesas das pra\u00ad\u00e7as do Norte de \u00c1frica, do fabrico do a\u00e7\u00facar de cana e da exporta\u00e7\u00e3o para a Flandres das plan\u00adtas tintureiras do pastel e da urzela. Mais tarde, a grande prolifera\u00e7\u00e3o de laranjais traz para a ilha significativa riqueza pela exporta\u00e7\u00e3o de la\u00adranja, cujo principal mercado era a Inglaterra.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Palco nos finais do s\u00e9c.XVI e princ\u00edpios do s\u00e9c. XVII de ataques de cors\u00e1rios franceses, ingleses e argelinos, em 1582 S\u00e3o Miguel \u00e9 ocupada por tropas espanholas, ap\u00f3s a derrota, em frente a Vila Franca do Campo, duma esquadra francesa em que tamb\u00e9m combatiam tropas portuguesas de apoio a D.Ant\u00f3nio, prior do Crato, preten\u00addente ao trono de Portugal ent\u00e3o vago, s\u00f3 recu\u00adperando a sua condi\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio portugu\u00eas livre ap\u00f3s a Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia Na\u00adcional, em Dezembro de 1640.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A primeira capital de S\u00e3o Miguel foi Vila Fran\u00adca do Campo, que perdeu essa condi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ter sido soterrada na sequ\u00eancia de um violento terramoto sentido em 1522, surgindo em sua substitui\u00e7\u00e3o Ponta Delgada, localidade situada cerca de 25 Km para leste, j\u00e1 ent\u00e3o sede de munic\u00edpio e que, em 1546, viria a tornar-se na primeira cidade da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>J\u00e1 nos nossos dias, mais propriamente em 1981, a Ribeira Grande, povoa\u00e7\u00e3o que em 1507 recebera de D. Manuel o foral de vila e que se localiza na costa norte de S\u00e3o Miguel a 18 Km de Ponta Delgada, \u00e9 elevada \u00e0 categoria de cidade.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"2\"  header_id=\"header-1520430434213\" id=\"header-1520430434213\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430434213 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Terceira\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430434213\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430434213\" class=\"accordions-head-title\">Terceira<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430434213 \">\r\n                    <h5>A terceira ilha dos A\u00e7ores a ser descoberta de\u00adsignava-se inicialmente por Ilha de Jesus Cristo, adoptando, posterior e definitivamente, o nome de Terceira.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A concess\u00e3o da sua capitania foi feita pelo In\u00adfante D.Henrique ao flamengo J\u00e1come de Bruges que, por volta de 1450, iniciou o seu povoamen\u00adto, fixando-se os primeiros povoadores nas \u00e1reas de Porto Judeu e Praia da Vit\u00f3ria e estendendo\u00ad-se posteriormente, tal como acontecera em S\u00e3o Miguel, a toda a periferia da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A Terceira representa um marco importante na Hist\u00f3ria de Portugal pois, aquando da suces\u00ads\u00e3o ao trono portugu\u00eas do rei Filipe II de Espa\u00adnha em 1580, tomou firmemente o partido de D.Ant\u00f3nio, prior do Crato, pretendente \u00e0quele trono.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Resistindo galhardamente \u00e0 tentativa de con\u00adquista da ilha pelos espanh\u00f3is, em 1581 o pri\u00admeiro desembarque das tropas de Filipe II \u00e9 to\u00adtalmente derrotado na c\u00e9lebre batalha da Salga. Por\u00e9m, dois anos mais tarde e ap\u00f3s violentos combates, n\u00e3o consegue resistir a novo ataque da tropa espanhola, agora com um contingente muito superior comandado por D. \u00c1lvaro de Ba\u00adzan, que ocupa a ilha, tornando-se assim esta na \u00faltima parcela do territ\u00f3rio portugu\u00eas a ren\u00adder-se \u00e0 soberania espanhola.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Durante o per\u00edodo em que esteve sob o do\u00adm\u00ednio filipino, de 1583 a 1640, a Terceira que j\u00e1 ent\u00e3o detinha posi\u00e7\u00e3o de destaque como en\u00adtreposto mar\u00edtimo das rotas das \u00cdndias, adquire renovada import\u00e2ncia como porto de escala dos gale\u00f5es espanh\u00f3is que, do Per\u00fa e do M\u00e9xico, transportavam fabulosas riquezas em ouro e prata, em direc\u00e7\u00e3o a C\u00e1diz, privilegiando por isso o Imp\u00e9rio Espanhol as suas rela\u00e7\u00f5es com a Ilha, naquela \u00e9poca.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Na primeira metade do s\u00e9c.XIX, a Terceira vol\u00adta a assumir papel preponderante na Hist\u00f3ria portuguesa: apoiando desde 1820 a causa li\u00adberal, em 1829 os Absolutistas s\u00e3o dominados ap\u00f3s violenta batalha travada na baia da Vila da Praia, em que as tropas miguelistas foram der\u00adrotadas quando tentavam desembarcar na ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A Vila da Praia passara por isso, a chamar-se Praia da Vit\u00f3ria e Angra, pelo esp\u00edrito de sacri\u00adf\u00edcio e patriotismo demonstrados recebe a de\u00adsigna\u00e7\u00e3o de Angra do Hero\u00edsmo. A reg\u00eancia do reino \u00e9 instalada em Angra e depois da conquis\u00adta das restantes ilhas para a causa da Terceira, partem em direc\u00e7\u00e3o ao continente, em 1832, a armada e o ex\u00e9rcito que, desembarcando no Mindelo, proclamam a Carta Constitucional em todo o Pa\u00eds.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Angra do Hero\u00edsmo, a primeira cidade a ser criada nos A\u00e7ores, em 1534 e sede da diocese a\u00e7oriana, possui um patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico de grande valor, o que lhe mereceu ver inclu\u00ed\u00adda na lista do Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO uma vasta zona de 6 Km2 (1983). O seu rico patrim\u00f3nio sofreu duro golpe ao ser grandemen\u00adte destru\u00eddo por um violento sismo ocorrido em 1 de Janeiro de 1980, mas a forte determina\u00ad\u00e7\u00e3o dos responsav\u00e9is pelo sua reconstru\u00e7\u00e3o le\u00advou a que os edif\u00edcios e monumentos ent\u00e3o da\u00adnificados, mantenham hoje a sua tra\u00e7a inicial.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Praia da Vit\u00f3ria, centro urbano situado na cos\u00adta Leste da Terceira, a cerca de 22 Km de An\u00adgra, onde se localiza um amplo porto oce\u00e2nico e, a 3 Km, um importante e estrat\u00e9gico aero\u00adporto, com fun\u00e7\u00f5es civis e militares, recebeu o t\u00edtulo de cidade em 1981.<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"3\"  header_id=\"header-1520430478951\" id=\"header-1520430478951\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430478951 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Graciosa\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430478951\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430478951\" class=\"accordions-head-title\">Graciosa<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430478951 \">\r\n                    <h5>N\u00e3o existindo dados precisos sobre a data do descobrimento da Graciosa, \u00e9 muito provav\u00e9l que esta ilha tivesse sido pela primeira vez lo\u00adcalizada por mareantes da vizinha Terceira, que lhe fica a 31 milhas mar\u00edtimas para sudeste, por volta do ano de 1450.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Iniciou o seu povoamento, tamb\u00e9m em data n\u00e3o determinada, Vasco Gil Sodr\u00e9, um conti\u00adnental natural de Montemor-o-Velho que, com sua mulher, filhos e criados aportou ao Carapa\u00adcho, local onde se fixou e construiu a sua casa, da\u00ed partindo para o desbravamento da ilha, no que foi pioneiro.&nbsp;<\/h5>\n<h5>N\u00e3o obstante ter constru\u00eddo uma alf\u00e2ndega e feito outras dilig\u00eancias para que lhe fosse doada a capitania da ilha, a Pedro Correia da Cunha, concunhado de Cristov\u00e3o Colombo, foi confiada a capitania da parte norte da Graciosa e a Duar\u00adte Barreto, a da parte sul.<\/h5>\n<h5>&nbsp;<br \/>\nO aumento da popula\u00e7\u00e3o da ilha, resultado sobretudo da vinda de gentes das Beiras, do Minho e da Flandres, reflecte-se na sua prospe\u00adridade, o que leva Santa Cruz a receber o foral de vila em 1486, recebendo a Praia, 60 anos mais tarde, igual merc\u00ea.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Virada desde os prim\u00f3rdios do povoamento para a agricultura e para a planta\u00e7\u00e3o de vinhas, j\u00e1 no s\u00e9c.XVI a Graciosa exportava trigo, ceva\u00adda, vinho e aguardente, privilegiando todo o seu com\u00e9rcio com a Terceira, ilha que lhe ficava mais pr\u00f3ximo e que possuia um amplo porto muito frequentado por navios de grande porte e que, al\u00e9m disso, na \u00e9poca era um importante centro econ\u00f3mico e administrativo dos A\u00e7ores.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Nos s\u00e9cs.XVIII e XIX, a Graciosa foi anfitri\u00e3 de proeminentes figuras da \u00e9poca, como o es\u00adcritor franc\u00eas Chateaubriand na sua fuga para a Am\u00e9rica durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, o grande poeta portugu\u00eas Almeida Garrett, ent\u00e3o jovem de visita a seu tio e que na ilha escreve j\u00e1 versos que revelam o seu talento e o pr\u00edncipe Alberto de M\u00f3naco, not\u00e1vel pela sua dedica\u00e7\u00e3o a trabalhos de hidrografia e estudos da vida ma\u00adrinha, que chegou \u00e0 ilha a bordo do seu famoso iate \u201cHirondelle\u201d, nela tendo visitado a furna da Caldeira.&nbsp;<\/h5>\n<p style=\"outline: 0px; box-sizing: border-box; margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: #183029; font-family: 'Myriad Pro Regular', Calibri, sans-serif; font-size: 15.4px;\">&nbsp;<\/p>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"4\"  header_id=\"header-1520430504768\" id=\"header-1520430504768\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430504768 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"S\u00e3o Jorge\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430504768\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430504768\" class=\"accordions-head-title\">S\u00e3o Jorge<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430504768 \">\r\n                    <h5>A data da descoberta e povoamento de S\u00e3o Jorge \u00e9 uma inc\u00f3gnita, remontando ao ano de 1439 a primeira refer\u00eancia conhecida da ilha. Em 1443 esta era j\u00e1 habitada, mas o seu po\u00advoamento tem grande incremento com a che\u00adgada \u00e0 ilha do nobre flamengo Wilhelm van der Haegen, que desembarcou no Topo e a\u00ed criou uma povoa\u00e7\u00e3o, onde mais tarde viria a falecer, j\u00e1 ent\u00e3o conhecido por Guilherme da Silveira.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A capitania da ilha foi doada em 1483 a Jo\u00e3o Vaz Corte Real e o primeiro foral de vila em S\u00e3o Jorge foi atribu\u00eddo, antes do final do s\u00e9c.XV, \u00e0 localidade de Velas.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Assentando basicamente a sua economia na vinha e na produ\u00e7\u00e3o de trigo al\u00e9m do pastel e da urzela que eram exportadas para a Flandres e outros pa\u00edses da Europa para uso na tintu\u00adraria, S\u00e3o Jorge prospera e, em 1510 e 1534 respectivamente, Topo e Calheta eram j\u00e1 sedes de concelho.&nbsp;<\/h5>\n<h5>No per\u00edodo conturbado da subida ao trono portugu\u00eas do rei Filipe II de Espanha, tal como a Terceira, S\u00e3o Jorge apoia incondicionalmente D.Ant\u00f3nio, prior do Crato, capitulando frente aos espanh\u00f3is ap\u00f3s a queda daquela ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Como outras do arquip\u00e9lago, S\u00e3o Jorge foi tamb\u00e9m palco de ataques de cors\u00e1rios ingleses e franceses e cobi\u00e7a dos piratas turcos e argeli\u00adnos, ao longo dos s\u00e9cs.XVI, XVII e XVIII.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"5\"  header_id=\"header-1520430531177\" id=\"header-1520430531177\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430531177 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Pico\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430531177\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430531177\" class=\"accordions-head-title\">Pico<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430531177 \">\r\n                    <h5>Desconhecendo-se igualmente a data exac\u00adta da descoberta da ilha do Pico, sabe-se no entanto que o seu povoamento teve in\u00edcio por volta do ano de 1460, com naturais do norte de Portugal, no lugar das Lajes, posteriormente primeira vila e sede de concelho da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Dedicando-se inicialmente os seus habitantes \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de trigo e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de pastel, ap\u00f3s laborioso trabalho na transforma\u00e7\u00e3o de extensos campos de lava em fert\u00e9is pomares e produtivos vinhedos, os picoenses voltam\u00ad-se para a produ\u00e7\u00e3o do famoso \u201cVerdelho do Pico\u201d, que atinge fama internacional, durante mais de 2 s\u00e9culos, chegando mesmo a ser mui\u00adto apreciado e consumido na mesa dos czares da R\u00fassia. Um forte ataque de o\u00eddio, em mea\u00addos do s\u00e9c.XIX, destruiu praticamente todas as planta\u00e7\u00f5es de vinha, afectando sobre maneira a economia da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Al\u00e9m da vinha, outra importante fonte de ri\u00adqueza das gentes do Pico durante muitos anos foi a ca\u00e7a ao cachalote, actividade em que os picoenses eram ex\u00edmios artes\u00e3os. Hoje, por for\u00e7a das leis internacionais de protec\u00e7\u00e3o \u00e0quela esp\u00e9\u00adcie, esta actividade \u00e9 apenas uma grata recorda\u00ad\u00e7\u00e3o dos \u201cLobos do Mar\u201d, orgulhosamente retra\u00adtada no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.&nbsp;<\/h5>\n<h5>As vilas de S\u00e3o Roque, desde 1542 e da Ma\u00addalena, desde 1723 s\u00e3o, os dois centros sede de concelho da Ilha Montanha, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido o Pico.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"6\"  header_id=\"header-1520430553800\" id=\"header-1520430553800\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430553800 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Faial\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430553800\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430553800\" class=\"accordions-head-title\">Faial<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430553800 \">\r\n                    <h5>Designada nas antigas cartas e portulanos por Insule de Venture, a ilha do Faial s\u00f3 foi descoberta na primeira metade do s\u00e9c.XV, embora ao certo n\u00e3o se saiba qual o ano. Do seu povoamento sabe-se que teve in\u00edcio antes de 1460, por povoadores vindo do norte de Portugal, que se ter\u00e3o instalado no lugar que hoje constitui a freguesia dos Cedros, na costa norte da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Alguns anos mais tarde, o fidalgo flamengo Josse Van Huerter, acompanhado de um gru\u00adpo de compatriotas seus, desembarca no Faial, em busca do estanho e da prata que nela jul\u00adgava existir e, apesar da desilus\u00e3o de sua n\u00e3o exist\u00eancia, mas entusiasmado com a ilha, a\u00ed se instala, acabando mesmo por conseguir, em 1468, a carta de donat\u00e1rio da mesma.&nbsp;<\/h5>\n<h5>\u00c9 ent\u00e3o que tr\u00e1s da Flandres mais colonos, que se v\u00e3o instalar no vale que hoje \u00e9 conhe\u00adcido por Vale dos Flamengos e onde se situa a freguesia do mesmo nome, perpetuando assim a sua fixa\u00e7\u00e3o no lugar.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A agricultura e exporta\u00e7\u00e3o do pastel s\u00e3o ent\u00e3o as principais actividades da ilha.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Nas lutas entre Liberais e Absolutistas no princ\u00edpio do s\u00e9c.XIX os faialenses apoiam os primeiros, combatendo valorosamente as tropas Miguelistas e contribuindo inclusivamente com um arsenal que viria a abastecer a frota que desembarcou no Mindelo. D.Pedro IV chega mesmo a visitar o Faial em 1832.&nbsp;<\/h5>\n<h5>\u00c0 Horta, elevada a cidade em 1833 em re\u00adconhecimento dos servi\u00e7os prestados \u00e0 causa liberal, chegou em 1919 o primeiro hidroavi\u00e3o a realizar a travessia do Atl\u00e2ntico e no Faial pela sua extraordin\u00e1ria situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, foram instaladas esta\u00e7\u00f5es de cabos submarinos inter\u00adcontinentais de nacionalidade inglesa, ameri\u00adcana, francesa, alem\u00e3 e italiana.&nbsp;<\/h5>\n<h5>O porto da Horta constru\u00eddo em 1876, serviu de abrigo \u00e0 frota aliada que participou na hist\u00f3\u00adrica invas\u00e3o da Normandia, em 1944 durante a Segunda Grande Guerra Mundial.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Em 1957, precedida de uma crise s\u00edsmica que durou 12 dias e em que foram sentidos mais de 200 abalos de terra, entrou em erup\u00ad\u00e7\u00e3o o Vulc\u00e3o dos Capelinhos, com a cratera principal localizada a cerca de 1 Km ao largo da ponta oeste do Faial e cuja actividade durou 13 meses, durante os quais foram projectadas milhares de toneladas de cinzas negras que acumulando-se acrescentaram \u00e0 superf\u00edcie da ilha, 2,4 Km2 de terra firme.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n        \r\n                <div post_id=\"2648\" itemcount=\"7\"  header_id=\"header-1520430577084\" id=\"header-1520430577084\" style=\"\" class=\"accordions-head head1520430577084 border-none\" toggle-text=\"\" main-text=\"Flores e Corvo\">\r\n                                            <span id=\"accordion-icons-1520430577084\" class=\"accordion-icons\">\r\n                            <span class=\"accordion-icon-active accordion-plus\"><i class=\"fa fa-chevron-down\"><\/i><\/span>\r\n                            <span class=\"accordion-icon-inactive accordion-minus\"><i class=\"fa fa-chevron-up\"><\/i><\/span>\r\n                        <\/span>\r\n                        <span id=\"header-text-1520430577084\" class=\"accordions-head-title\">Flores e Corvo<\/span>\r\n                                    <\/div>\r\n                <div class=\"accordion-content content1520430577084 \">\r\n                    <h5>As duas \u00faltimas, e mais ocidentais, ilhas do arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores a serem descobertas fo\u00adram as Flores e o Corvo, tendo sido reconheci\u00addas por Diogo de Teive e seu filho Jo\u00e3o de Teive, por volta do ano de 1452.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Inicialmente denominada de S\u00e3o Tom\u00e1s ou de Santa Iria, devido \u00e0 grande abund\u00e2ncia de flores amarelas - cubres - que revestiam toda a ilha, esta adaptou o nome por que hoje \u00e9 co\u00adnhecida: Ilha das Flores.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Ao fidalgo flamengo Wilhelm Van der Haegen \u00e9 atribu\u00eddo o in\u00edcio do povoamento das Flores, no ano de 1470, no Vale da Ribeira da Cruz mas o afastamento da ilha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras do arquip\u00e9lago aliado \u00e0 inexist\u00eancia de liga\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas regulares que permitissem a expor\u00adta\u00e7\u00e3o do pastel para a Flandres, levaram a que aquele fidalgo a abandonasse, indo ent\u00e3o fixar\u00ad-se em S\u00e3o Jorge.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Em princ\u00edpios do s\u00e9c.XVI, novo incremento \u00e9 dado ao povoamento da ilha, cujas terras s\u00e3o arroteadas para a produ\u00e7\u00e3o de trigo, cevada, milho e legumes, produtos destinados sobretu\u00addo ao consumo interno.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Em 1515 o lugar das Lajes recebe o foral de vila para, em 1548, Santa Cruz receber id\u00eantica merc\u00ea.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A ilha do Corvo conhecida anteriormente por Insula Corvi Marini, \u00e9 a mais pequena do ar\u00adquip\u00e9lago com apenas 17 Km2 de superf\u00edcie e tem vivido \u00e0 base de uma agro-pastor\u00edcia com caracter\u00edsticas muito pr\u00f3prias, que se tem man\u00adtido at\u00e9 aos nossos dias, embora com algumas modifica\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/h5>\n<h5>A presen\u00e7a de baleeiros americanos nos ma\u00adres dos A\u00e7ores no final do s\u00e9c.XVIII e XIX, foi chamariz dos corvinos que, na actividade da ca\u00e7a ao cachalote, foram conhecidos pela sua valentia, sendo por isso muito procurados para tripulantes de navios baleeiros. Seduzidos por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, muitos desses tri\u00adpulantes deixaram-se ficar por terras america\u00adnas, o que levou a que os \u00edndices de emigra\u00e7\u00e3o de gentes do Corvo atingissem altos valores.&nbsp;<\/h5>\n<h5>Hoje, a Vila Nova do Corvo, \u00fanico centro ur\u00adbano da ilha e sede de concelho desde 1832, alberga uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 370 habi\u00adtantes.&nbsp;<\/h5>\n                <\/div>\r\n            <\/div>\r\n\r\n\r\n    \r\n                <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora desconhecendo-se a data precisa da descoberta do arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, os re\u00adlatos hist\u00f3ricos apontam Santa Maria e S\u00e3o Miguel como as primeiras ilhas a serem reco\u00adnhecidas, por volta do ano de 1427, pelo nave\u00adgador portugu\u00eas Diogo de Silves, que ter\u00e1 feito um primeiro reconhecimento do seu litoral.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2651,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"templates\/page-sidebar-right.php","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-881","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.9 - 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